Não-monogamia em debate: entenda os relacionamentos que vão além da exclusividade

Tema do programa Saia Justa, as novas formas de amar desafiam o modelo tradicional e colocam o diálogo como peça-chave das relações contemporâneas

Em um cenário de mudanças sociais e maior abertura ao autoconhecimento, os modelos de relacionamento também evoluem. A não-monogamia — termo que engloba diversos arranjos afetivos que fogem da exclusividade tradicional — foi o tema central do programa Saia Justa desta quarta-feira (16), no canal GNT.

Com participação da atriz Deborah Secco, que apresenta o novo reality Terceira Metade, as apresentadoras Eliana, Juliette, Bela Gil e Erika Januza mergulharam em reflexões sobre como os casais estão ressignificando as formas de amar — com afeto, liberdade e, sobretudo, combinados claros.

🔍 O que é não-monogamia?

Ao contrário da monogamia tradicional — onde o compromisso afetivo e sexual está restrito a duas pessoas —, os relacionamentos não-monogâmicos buscam novas possibilidades de conexão. Isso inclui:

  • Monogamia fechada: relação exclusiva entre duas pessoas (modelo tradicional);
  • Monogamia aberta: casal com vínculo fixo que aceita relações externas com consentimento mútuo;
  • Relacionamento aberto: formato mais amplo e flexível, com acordos diversos;
  • Poliamor: vínculo amoroso e/ou sexual com mais de uma pessoa simultaneamente, com conhecimento e consentimento entre todos os envolvidos.

“Não existe uma fórmula única. Cada relação define seus próprios limites”, afirma a psicóloga Jhayne Rosa, especialista em relações afetivas.

💬 Comunicação é a base

Independentemente do modelo escolhido, o ponto comum entre todas essas estruturas é o diálogo constante. Segundo Jhayne, é essencial discutir expectativas, inseguranças e desejos de forma clara para evitar frustrações ou traumas.

“Existe medo, vergonha e insegurança em falar sobre isso. Mas o silêncio gera mal-entendidos. Só o diálogo protege a saúde emocional do casal”, explica.

❤️ Deborah Secco: lugar de fala e experiência

Hoje vivendo um relacionamento monogâmico com o produtor musical Dudu Borges, Deborah Secco já experimentou relações abertas em fases anteriores da vida. No Saia Justa, ela reforçou que o mais importante é o respeito aos limites individuais.

“Relacionamento bom é aquele em que os combinados são respeitados — e isso só se constrói com verdade”, pontuou a atriz.

No reality que estreia no Globoplay, Terceira Metade, Deborah acompanhará casais que optam por introduzir uma terceira pessoa na relação, testando os próprios limites e a força de seus vínculos.

🧠 Limites, autoconhecimento e respeito

A psicóloga Jhayne Rosa também chama atenção para o impacto emocional que experiências abertas podem causar. Ela defende que nem sempre a liberdade afetiva é confortável para todos — e está tudo bem.

“Uma vivência pode gerar crescimento ou trauma. O essencial é respeitar seu tempo e seu corpo emocional”, completa.

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