Deputados da Aleam debatem aumento dos combustíveis e impactos da crise internacional

Durante a Sessão Plenária desta quarta-feira (11/3), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), os deputados estaduais discutiram o aumento do preço dos combustíveis no estado. O tema ganhou destaque diante da escalada internacional envolvendo os Estados Unidos e o Irã, país que controla o estratégico Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte do petróleo mundial. Os parlamentares alertaram que os ataques recentes na região têm impacto direto na distribuição global de petróleo e, consequentemente, nos preços praticados no Brasil.

O deputado Mário César Filho (União Brasil), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Aleam (CDC-Aleam), lembrou que no próximo dia 15 de março é celebrado o Dia do Consumidor, mas destacou que o amazonense não tem motivos para comemorar.

Ele afirmou que irá intensificar as fiscalizações, cobrando notas fiscais de compra de combustíveis para verificar se os reajustes aplicados nas bombas têm justificativa real. “O consumidor não pode ser penalizado sem transparência. Vamos exigir comprovação dos preços praticados”, disse.

Em aparte, o presidente da Aleam, Roberto Cidade (UB), reforçou apoio às medidas de fiscalização e destacou a necessidade de diálogo com o setor de combustíveis e com o governo estadual. “Tenha certeza do meu apoio, para que possamos falar com o setor, entender o melhor caminho e viabilizar incentivos que reduzam o valor do combustível no estado”, afirmou.

Ele ressaltou que a Aleam já realizou uma CPI dos Combustíveis em legislaturas anteriores, conseguindo conter aumentos abusivos, e que a atual Comissão de Defesa do Consumidor segue atenta para garantir que até as comunidades mais distantes tenham acesso ao combustível.

O deputado Rozenha (PSD) também se manifestou, chamando atenção para as dificuldades logísticas enfrentadas pela população do Amazonas. Ele citou que em municípios como Pauiní o litro da gasolina já custa R$ 9,14, chegando a R$ 10 em outras localidades do interior. “É inaceitável que o combustível do Amazonas seja o terceiro mais caro do país, mesmo com uma refinaria na capital. No interior, um ou dois donos de postos controlam os preços. Não podemos aceitar que se aproveitem do cenário externo para explorar o consumidor”, criticou.

Rozenha ainda lembrou que, diferentemente de outros produtos, os combustíveis são reajustados sem comprovação de novas notas fiscais, o que aumenta a desconfiança sobre abusos na formação dos preços.

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