Mais do que uma mudança de endereço, a nova sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) carrega histórias, trajetórias e o sentimento coletivo de servidores que ajudaram a construir, ao longo de décadas, o planejamento urbano da Prefeitura de Manaus. Nessa quinta-feira, 19/3, o prefeito David Almeida inaugurou o edifício Arquiteto Claudemir Andrade, localizado na alameda Desembargador João Machado, nº 750, Parque Mosaico, bairro Tarumã, zona Oeste, a sede administrativa da autarquia.
Com profissionais que somam mais de 30 anos de atuação, o instituto vive um momento simbólico: a transição para um espaço mais moderno, estruturado e preparado para os desafios atuais da cidade, sem perder de vista o caminho percorrido até aqui.
A diretora de Operações, Jeane Rocha, que iniciou sua trajetória ainda como estagiária, em 2000, ressaltou o crescimento institucional e humano ao longo dos anos. “Eu percorri muitos setores, exerci cargos de confiança e fui acumulando experiências. Mas o principal aprendizado é a responsabilidade com o atendimento, de forma célere e séria. Sempre me coloco no lugar do requerente, que chega com urgência para resolver sua vida. Nosso papel é dar a melhor resposta, com seriedade e agilidade”, afirmou.
No bairro Compensa, a arquiteta mencionou que foram mais de 20 anos, adaptando instalações às necessidades e diante do crescimento do quadro de colaboradores. O edifício no Parque Mosaico vai permitir ampliar a equipe e os serviços oferecidos. Após mais de duas décadas na antiga sede, Jeane resumiu o sentimento da mudança em uma palavra: realização. “É um sonho de todos nós ter um espaço mais confortável, estruturado, tanto para os servidores quanto para a população”.
Com 23 anos de casa, a engenheira civil Angélica Gorayeb também relembrou os diferentes momentos vividos dentro do instituto, desde o edifício-garagem, onde trabalhava no setor de orçamento, até o futuro endereço. “Cada mudança traz desafios. Quando viemos para a Compensa, também foi um impacto. Agora não é diferente. Existe curiosidade, mas também um certo medo do novo. Só que a expectativa é de melhorias, tanto para quem trabalha quanto para quem busca atendimento”, disse.
Para ela, o maior aprendizado ao longo dos anos está no contato direto com a população. “Aprendemos a lidar com todo tipo de público, a entender as necessidades de cada um. Isso faz toda a diferença no serviço que prestamos diariamente”.
Ao longo de sua trajetória, Angélica lembrou os aprendizados, onde passou a atuar com o licenciamento de obras e a análise dos parâmetros urbanísticos. Ela aguarda com expectativa o ambiente no Parque Mosaico. “Acredito que as vantagens do novo espaço, como a novidade e a modernidade, vão proporcionar um ambiente de trabalho mais produtivo e agradável, contribuindo na busca por melhorias e soluções urbanas para Manaus”, enfatizou.
O subsecretário de Projetos, arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, com mais de 15 anos de atuação efetiva no instituto, também acompanhou as transformações estruturais e conceituais ao longo do tempo. Para ele, cada mudança de sede representa avanço. “Toda mudança é bem-vinda quando você vai para um local melhor. No edifício-garagem, tínhamos uma vista bonita, mas a estrutura era muito precária, com goteiras e condições difíceis de trabalho. No Compensa, conseguimos mais conforto e organização. Agora, a nova sede chega justamente para permitir o crescimento do instituto, que precisa expandir seu corpo técnico e suas atividades”, afirmou.

Pedro Paulo destacou que o Implurb evoluiu significativamente na forma de planejar a cidade. “Antes, trabalhávamos com projetos pontuais, como um prédio ou uma via. Hoje, pensamos em territórios inteiros. Projetos como o mirante Lúcia Almeida, o píer 355, o largo de São Vicente, o parque Gigantes da Floresta e o parque Amazonino Mendes mostram essa mudança de escala. São intervenções integradas, que transformam o território urbano”, explicou.
Ele também ressaltou o avanço na execução das propostas urbanísticas. “O Implurb sempre foi um grande banco de projetos, mas com pouca execução. Hoje, o que é planejado, de fato, sai do papel. Houve uma quebra de paradigma, e isso faz toda a diferença para o desenvolvimento”, pontuou.
Sobre os aprendizados ao longo da carreira, o arquiteto é direto. “O maior deles é o conhecimento. A faculdade dá a base, mas é na prática que você se desenvolve. O Implurb é uma verdadeira escola, porque lidamos com projetos, legislação e com a dinâmica de uma cidade que está sempre mudando. Manaus é um organismo vivo, e o planejamento precisa acompanhar essa transformação”.
Ao avaliar o momento atual, Pedro Paulo resumiu em uma palavra o sentimento em relação à nova sede e à trajetória do instituto: “Crescimento. Quando olhamos de onde saímos e onde estamos chegando, vemos um instituto mais robusto, com mais responsabilidades e com um futuro ainda mais promissor”.
Experiência
Servidor com mais de duas décadas de experiência, o assessor técnico da Presidência (Astec), Eraldo Bandeira, destacou que a evolução das sedes acompanha o crescimento do próprio Implurb e da capital amazonense.
“No edifício-garagem, enfrentávamos condições muito precárias, com goteiras e falta de estrutura. Depois, no bairro Compensa, tivemos um avanço. E, agora, damos mais um passo. O instituto cresceu, ganhou novas atribuições e, hoje, atua na transformação de territórios inteiros, não apenas projetos isolados”, explicou.
Ele também chama atenção para o impacto dos projetos urbanos desenvolvidos pelo instituto. “Hoje, o que é planejado é executado. Estamos falando de intervenções que mudam a cidade, como parques, mirantes e grandes áreas urbanas. Durante esse período, a maior lição tem sido como pensar a cidade, como melhorar a qualidade de vida das pessoas, como fazer Manaus ser mais agradável, mais utilizada em suas áreas públicas. Isso mostra o quanto evoluímos. O Implurb amadureceu, e essa nova sede representa exatamente isso”.
Arilayne Simões entrou na autarquia em 2011, saindo do Distrito Industrial para uma nova realidade, passando por setores técnicos e de fiscalização, atuando hoje no atendimento. “O maior desafio foi o de relacionamento interpessoal e para ser funcionária pública, porque era uma realidade diferente da que estava acostumada na iniciativa privada. Aqui, precisamos entender o lado do requerente, o sistema, a burocracia. Hoje, temos a expectativa de contar com mais agilidade e um atendimento melhor, que será ampliado na nova sede”.

Lany, como é mais conhecida dentro do Implurb, afirmou que a gerência faz um bom trabalho, mas a estrutura do edifício no Parque Mosaico permitirá avançar ainda mais. “A expectativa é de mais agilidade, mais integração entre as equipes e melhores condições para atender a população. Uma boa instituição, tanto pública quanto privada, só funciona com funcionários felizes de estar ali”, destacou. Ela resume o momento como uma mistura de sentimentos: “Ansiedade e expectativa”.
Com 34 anos de dedicação ao serviço público, a arquiteta e urbanista Maria Aparecida Froz, gerente da Divisão de Controle (Dicon), carrega na memória momentos marcantes, como quando o antigo prédio da Urbam alagava durante a cheia do rio. “Os processos precisavam ser retirados às pressas. Era um esforço coletivo para salvar o trabalho de todos. Isso nos ensinou muito sobre união”, relembrou.
Para ela, o maior aprendizado vai além da técnica. “A gente aprende a ser humana. No atendimento, você vira psicóloga, assistente social, porque lida com a realidade das pessoas. O trabalho é coletivo, é pela cidade”.
Sobre a nova fase, Maria Aparecida fala com gratidão e esperança.
“Estou pronta para continuar contribuindo. O sentimento é de inovação, oportunidade e agradecimento. Contamos com o prefeito David Almeida, responsável pela gestão municipal, e uma equipe composta por um presidente, Carlos Valente, um vice-presidente e diversas diretorias, gerências e divisões. Ao longo dos anos, acumulamos conhecimento que compartilhamos com os contribuintes, os cidadãos, os servidores e os usuários, independentemente de sua classe social. Sinto que tenho me dedicado ao máximo. Minha missão é servir, e continuarei a fazê-lo enquanto Deus me permitir”, declarou a arquiteta.
Sobre a mudança, ela torce por transformações para Manaus e progresso e espera inovação, mais oportunidades, além de agradecer por toda sua trajetória.
Entre memórias do passado e expectativas para o futuro, a nova sede do Implurb se consolida como um marco não apenas estrutural, mas também humano — reunindo histórias de quem construiu o instituto e agora se prepara para uma nova etapa, com mais capacidade, integração e qualidade no planejamento urbano de Manaus.
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Texto – Divulgação / Implurb
Fotos – Clóvis Miranda/ Semcom e Divulgação













