O deputado Comandante Dan (Podemos) levou à tribuna do Legislativo, na terça-feira (10/02), que há 3 anos e 19 semanas a ponte sobre o Rio Autaz-Mirim desmoronou e até o momento o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) não foi capaz de solucionar o problema. Líder do Movimento “Soluciona BR-319”, o parlamentar defende a trafegabilidade com segurança da estrada que liga Manaus a Porto Velho (RO).
“Nossa única ligação com o restante do Brasil, a BR-319, está intrafegável por uma série de precariedades: falta de pavimentação, de pontes, insegurança de várias travessias, ausência de sinalização. Vivemos um caos numa via que serve, tanto ao Amazonas, quanto a Roraima. Três anos e dezenove semanas para reconstruir uma ponte? Vergonhoso”, afirmou Comandante Dan.
A ponte sobre o Rio Autaz-Mirim (km 25 da BR-319, Amazonas) desabou em 8 de outubro de 2022, poucas horas após ser interditada, sem causar vítimas. O incidente ocorreu 10 dias após a queda da ponte do Rio Curuçá, isolando a região, afetando o abastecimento e exigindo a construção de novas estruturas, com previsão de conclusão até 2026.
O desabamento da ponte sobre o Rio Curuçá, ocorrido em 28 de setembro de 2022, causou 5 mortes, além de ferir 14 pessoas. A nova ponte foi liberada pelo DNIT no dia 29 de setembro de 2025, três anos depois do sinistro. Até o momento, não houve apuração de responsabilidade sobre o ocorrido.
O deputado Dan defendo que a via, ao contrário do que se afirma, se transforme num vetor de preservação ambiental:
“A autoridade ambiental brasileira é dividida entre a União, os estados e os municípios. Hoje eles não exercem qualquer tipo de fiscalização, até pela pouca, ou quase nenhuma, trafegabilidade da via. É necessário pensar na trafegabilidade com segurança, monitoramento e fiscalização. O poder público precisa se estabelecer”, declarou.
O deputado destacou ainda o impacto que a BR-319 pode vir a ter na queda do valor do frete rodoviário e suas consequências no preço final dos produtos.













