Evento da Assembleia Legislativa reúne mulheres de grupos oncológicos em ação de acolhimento e valorização feminina

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Diretoria de Assistência Social, realizou nesta quarta-feira (11/3), o evento “Laços que Curam: Fortalecimento Feminino”, que reuniu mulheres integrantes de grupos de apoio oncológico para compartilhar histórias de superação e experiências de vida e para participarem de ações de embelezamento, como esmaltação, auriculoterapia, design de sobrancelhas, maquiagem, entre outras.

A diretora de Assistência Social da Aleam, Karla Estald, explicou que a iniciativa foi pensada para proporcionar um momento de cuidado e acolhimento. “Em homenagem ao mês das mulheres, o evento de hoje é de valorização, voltado às participantes de grupos de apoio oncológico, como Instituto As Marias, Projeto Gloriosas e Preservando Vidas”, disse.

A palestrante Ellen Patrícia, do instituto Ecoa Paz ministrou uma palestra sobre como as práticas restaurativas podem auxiliar pessoas que estão em tratamento, ou que já passaram por processos terapêuticos, a alcançar o bem-estar, ou a seguir em busca dele.

“As práticas restaurativas estão chegando recentemente ao Amazonas, há cerca de três anos apenas. São práticas que trabalham a escuta ativa, a comunicação não violenta, a resolução de conflitos e a busca pelo bem-estar. Elas criam conexões autênticas e profundas entre as pessoas. O diferencial dessas práticas é justamente o fato de serem inovadoras, pois são inspiradas nos povos originários, na forma como eles resolviam seus conflitos e construíam uma convivência saudável, sempre de maneira circular”, explicou.

Servidora da Assembleia Legislativa há 39 anos, Maria Auxiliadora Tribuzi foi um dos destaques da palestra. Segundo ela, que foi paciente oncológica, representar a Aleam na campanha Outubro Rosa ilustra sua história de superação, pois durante o tratamento, começou a escrever poesias e se descobriu poetisa.

“A maioria dessas mulheres ainda está no caminho da recuperação. Muitas histórias são difíceis. Algumas mulheres, inclusive, foram abandonadas pelos maridos quando descobriram a doença. Então, a gente procura ajudar com o meu depoimento e minhas idas e vindas, tanto no grupo das Marias quanto em vários lugares de Manaus para onde sou convidada, elas se identificam com a minha história”, revelou.

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