Prefeitura de Manaus orienta sobre cuidados para assegurar saúde das crianças na volta às aulas

A volta às aulas é um momento importante na vida de pais e filhos, demandando adaptações e mudanças na rotina para a retomada das atividades escolares. A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), chama a atenção das famílias também para os cuidados com a saúde das crianças, a fim de assegurar que elas tenham uma boa rotina de estudos no novo ano letivo.

O subsecretário municipal de Gestão da Saúde, Djalma Coelho, aponta que os pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais e sintomas de doenças comuns, como síndromes respiratórias e infestações por piolhos. Nesses casos, devem adotar os cuidados necessários, levando a criança à unidade básica para diagnóstico e tratamento adequado, além de afastá-la da escola, para evitar contagiar outras crianças.

“Os cuidados com a criança incluem também manter uma boa taxa de hidratação e uma boa alimentação, fazer uso de vitamina C, de algum antioxidante que melhore a imunidade. E favorecer que ela tenha uma boa saúde mental, ou seja, apoiá-la nas suas necessidades e fornecer todos os cuidados para que ela se desenvolva bem”, orienta.

#paratodosverem – Alunos em sala de aula vendo apresentação

A médica generalista da Semsa Manaus, Natália Sampaio, aponta que a convivência de crianças no mesmo espaço e o descuido com a higiene favorecem o surgimento de agravos como síndromes respiratórias, a exemplo da gripe e da Covid-19, e doenças gastrointestinais, como infecções, parasitoses e irritações, capazes de causar diarreia.

Caso a criança apresente sintomas gripais, como espirros ou coriza, a profissional recomenda aos pais a fazer a lavagem nasal, com o uso de soro fisiológico para a remoção do muco e limpeza das vias aéreas, e manter boa alimentação e hidratação adequada. “Se a criança tiver febre, eles podem dar um analgésico e observar a criança, buscando ajuda médica se a febre persistir”, orienta a médica.

Conforme Natália, crianças que têm rinossinusite, condição alérgica e não contagiosa, podem ser tratadas e frequentar a escola mesmo que apresentem sinais como espirros ou coriza. Porém, se houver suspeita ou diagnóstico de síndrome respiratória, o ideal é que ela seja cuidada em casa, até a melhora dos sintomas. “Ela deve permanecer isolada de três a cinco dias, para não transmitir a doença para outros colegas”.

Pais e educadores devem também incentivar a criança para a lavagem regular das mãos, também essencial para a prevenção das infecções do trato respiratório. “É uma recomendação para todos, pais, alunos e funcionários. Não só para a prevenção da Covid-19, que ainda está aí, mas também para evitar diarréias, evitar uma possível infecção ou irritação intestinal, ou uma parasitose”, aponta Natália.

#paratodosverem – Médica da Semsa aplicando vacina em criança

Ter as vacinas em dia, acrescenta a médica, é outro item básico no preparo para a volta às aulas, sendo também condição para matrícula na rede de ensino em Manaus. “É importante que os pais levem as crianças para receber as vacinas sempre no período indicado, e fiquem atentos às campanhas de vacinação nas unidades básicas”.

Piolhos

Natália Sampaio, que atua nas áreas de Medicina de Família e Comunidade e Medicina do Trabalho, cita ainda a pediculose, ou infestação por piolhos, como queixa comum entre crianças em idade escolar. Os parasitas, relata a médica, podem ser transmitidos a partir do contato próximo ou do compartilhamento de itens de higiene pessoal, como roupas, pentes e toalhas.

“Além de orientar os filhos para evitar compartilhar esses itens com os colegas, as equipes nas escolas devem observar as crianças que coçam muito a cabeça ou o corpo, para serem examinadas e tratadas”, orienta a profissional de saúde.

O tratamento das infestações, esclarece a médica, inclui a remoção de parasitas e lêndeas (ovos), de forma manual ou com auxílio de pente fino, e a aplicação de loções à base de permetrina. Pode ser indicado ainda o uso de medicamento oral, sob avaliação médica.

“O tratamento deve ser repetido após uma semana, para garantir que não haja nova infestação a partir de ovos remanescentes. É importante também isolar a criança e verificar outras pessoas da família que possam estar também acometidas por piolhos”, recomenda.

Alimentação e apoio psicológico

Além da prevenção de doenças, Natália enfatiza que a saúde das crianças passam pelo cuidado com a alimentação. Ela reforça a importância da inclusão de frutas, legumes e proteínas nas refeições e lanches, assegurando que sejam mais saudáveis e balanceados, sejam eles preparados pelos pais ou ofertadas pela escola.

“As crianças gastam muita energia na escola, precisam de energia para aprender. Estar atento à alimentação delas também é uma forma de proteção”, ressalta.

Por fim, mas não menos importante, a médica enfatiza a necessidade da atenção e do apoio dos pais e responsáveis na volta às aulas, levando em conta que ter uma nova turma, novos amigos ou mesmo uma nova escola pode ser fonte de estresse para a criança.

“Vale a pena os pais darem um reforço psicológico positivo para a criança, buscando saber se ela está confortável nesse novo começo e incentivando para que se saia bem nos estudos. Ter o retorno de que a criança se sente bem e consegue aprender é bom para toda a família”, conclui.

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Texto – Jony Clay Borges / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa


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