Polícia investiga crime com suspeita de latrocínio ou motivação por intolerância
Fala Amazonas
O psicólogo e professor universitário Manoel Guedes Brandão Neto, de 42 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (21), em uma área de mata nos fundos do antigo prédio da penitenciária Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Ele estava desaparecido desde a madrugada de domingo (20), após sair de uma festa no fim de semana.
Imagens de câmeras de segurança registradas por volta das 6h15 mostram Manoel caminhando e depois correndo pela Avenida Lourenço Braga, nas proximidades do local onde seu corpo foi encontrado. Ele aparece atravessando a via e desaparece da gravação. Momentos depois, o corpo foi descoberto por um catador de latinhas, debaixo de uma árvore, em uma área de acesso restrito.
Corpo tinha sinais de violência
Segundo a perícia inicial da Polícia Técnico-Científica, o corpo apresentava indícios de estrangulamento e marcas de mordidas. A causa da morte, no entanto, só será confirmada após exames de necropsia. Manoel estava sem sapatos, sem carteira, sem relógio e sem dinheiro, o que reforça a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte) como uma das linhas de investigação.
A Polícia Militar do Amazonas isolou a área e o caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Local conhecido por vulnerabilidade urbana
O terreno onde o corpo foi encontrado fica em uma área central de Manaus, próxima a pontos de uso de entorpecentes e circulação de pessoas em situação de rua. O antigo prédio da cadeia Raimundo Vidal Pessoa, desativado oficialmente, tem sido alvo frequente de denúncias por abandono e insegurança. A região é considerada crítica do ponto de vista da segurança pública, o que levanta questionamentos sobre a vigilância e o uso do espaço.
Clamor por justiça
A cidade segue acompanhando o caso com atenção e, diante da brutalidade do crime, a pergunta se impõe: que medidas estão sendo adotadas para proteger a população e evitar que tragédias como essa se repitam em plena área central da capital amazonense?
Fala Amazonas – Informação que respeita a vida e denuncia o silêncio.













