Atriz passou os últimos quatro dias ao lado da cantora em Nova York e diz que a artista foi cuidada até o fim com dignidade e afeto
Fala Amazonas
Em meio à comoção nacional pela morte da cantora Preta Gil, a atriz Carolina Dieckmann compartilhou um relato emocionante sobre os últimos momentos ao lado da amiga. A artista, que viajou aos Estados Unidos no fim da última semana, esteve com Preta nos quatro dias que antecederam sua morte, ocorrida no domingo (20), em Nova York, em decorrência de complicações de um câncer no intestino.
Em entrevista concedida à jornalista Andréia Sadi, durante o programa Estúdio I, da GloboNews, Carolina descreveu o ambiente de despedida como íntimo, doloroso e, ao mesmo tempo, amoroso. “Ela não sentiu dor. Estava fraca, mas muito cercada de carinho. Foi um tempo de muita entrega, de quem amava ela se debruçando sobre ela, dizendo que a amava”, relatou, visivelmente abalada.
Preta foi acompanhada de amigas e familiares até os últimos instantes
Durante o tratamento experimental nos Estados Unidos, Preta Gil esteve acompanhada por pessoas próximas, entre elas a atriz Carolina Dieckmann, a médica Roberta Saretta, a amiga Jude Paulla e a madrasta, Flora Gil. O grupo permaneceu ao lado da artista, em revezos constantes, nos dias em que sua saúde se agravou rapidamente.
“Ela foi indo aos poucos. Eu quis vir aqui falar para dizer a todo mundo que ela não sentiu dor e estava cercada de muito amor. Estava consciente até onde conseguiu. Não desistiu em nenhum momento”, afirmou Carolina.
A atriz também relembrou momentos de carinho e cuidado pessoal. “Passei os últimos dias fazendo massagem no pé dela, que estava inchado. E ela ainda dizia que amava todo mundo. Ela estava cansada, mas presente. Foi até onde pôde.”
A vida como escolha até o fim
Carolina fez questão de destacar a postura firme e a personalidade vibrante de Preta Gil, mesmo diante do avanço da doença. “Ela viveu cada brecha que a doença dava. Não apenas sobreviveu, ela viveu. A festa de 50 anos foi uma celebração da vida em plena batalha. Isso não é só um exemplo, era o jeito dela de estar no mundo”, afirmou.
Além da dor pela perda, o relato de Carolina reforça a trajetória de coragem da artista. “Preta tinha um magnetismo único, e não ficou um segundo sozinha. Mesmo nos últimos momentos, ela era um centro de afeto. Todos estávamos ali, amando ela profundamente.”
Despedida de uma figura pública amada
A morte de Preta Gil, aos 50 anos, encerra um ciclo de protagonismo artístico e pessoal marcado por autenticidade, resistência e afetividade. O Brasil, que acompanha com emoção os desdobramentos de sua partida, encontra nos relatos de amigas como Carolina Dieckmann uma forma de também se despedir.
A família ainda não divulgou detalhes sobre o traslado do corpo para o Brasil, onde será realizado o velório. Enquanto isso, amigos, fãs e admiradores seguem homenageando a artista nas redes e em atos públicos de carinho.
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