Crise nas exportações atinge 77 mil toneladas de frutas e ameaça rotina de quem cuida da casa
Fala Amazonas — Você costuma comprar suco de laranja para o café da manhã das crianças? Gosta de preparar aquela vitamina com manga ou açaí? Então vale a pena entender o que está por trás da nova crise que já está batendo na porta dos mercados — e pode chegar à sua mesa.
Uma decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em risco 77 mil toneladas de frutas brasileiras que estavam prontas para exportação. A medida, que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, entra em vigor a partir de 1º de agosto e já fez os produtores cancelarem os primeiros embarques.
Mas o que isso muda na vida de quem vive em Manaus?
Mais do que números, essa disputa comercial pode afetar o bolso e a rotina de quem cuida das compras e da alimentação da família. Veja os principais impactos:
- A manga pode subir de preço nos supermercados da cidade;
- Produtos como açaí processado e suco de laranja também estão ameaçados;
- A fruticultura pode sofrer cortes e demissões, pressionando ainda mais a economia;
- A indústria pode jogar parte dessas frutas no mercado interno, provocando instabilidade nos preços.
Segundo especialistas do setor, essa quantidade de frutas seria suficiente para abastecer Manaus por um ano inteiro. Com a suspensão dos embarques, parte desse volume pode ser jogado no mercado nacional, e o desequilíbrio entre oferta e demanda pode prejudicar produtores locais e aumentar o custo para as consumidoras.
Manga no pé, empregos em risco
A região do Vale do São Francisco, na Bahia, é uma das maiores produtoras de manga do país. Neste momento, a safra está prestes a ser colhida, mas os produtores não sabem o que fazer com as frutas, que não têm para onde ir.
“Não podemos colocar essa manga no mercado interno. Vai colapsar o preço. Vai gerar desemprego”, alerta Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas.
E não para por aí: o suco de laranja, que muitas manauaras compram diariamente, também corre risco de encarecer. Em 2024, os EUA compraram mais de US$ 1,3 bilhão em suco do Brasil. Com a nova tarifa, exportar se torna inviável. E o efeito rebote pode ser direto nos supermercados.
Quando a economia internacional bate na porta de casa
Parece uma briga entre governos, mas quem sente primeiro é quem cuida da casa.
O aumento nos preços, a redução na oferta e os impactos no emprego mostram como decisões lá de fora podem alterar a rotina aqui dentro. Um suco mais caro, um café da manhã mais enxuto, menos oportunidades para quem trabalha na cadeia produtiva — tudo isso importa, sim, para quem vive em Manaus.
Fica o alerta: quando a economia muda, ela muda dentro da sua casa também.
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