O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (11/2), para denunciar a situação crítica da educação pública no Estado. O parlamentar destacou que o Amazonas amarga seus piores indicadores educacionais e alertou para a falta de merenda escolar em diversas unidades da rede estadual.
Ao comentar o desempenho do Estado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Wilker foi enfático ao afirmar que os números refletem o abandono da educação pública. “Estamos em último lugar no Enem. O que isso significa? Sonhos sendo ceifados. Os mais humildes, que têm na educação o único alicerce para mudar a realidade de suas famílias, são os que mais sofrem com esses resultados”, declarou.
O deputado reforçou a urgência de medidas concretas para reverter o cenário e cobrou responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. Segundo ele, mesmo com investimento superior a R$6 bilhões na educação, a qualidade do ensino não apresenta avanços. “Se a merenda escolar está em atraso há meses, para onde foram os R$6 bilhões?”, questionou.
Ano letivo iniciou com a falta de merenda
Durante a sessão plenária, Wilker destacou que o ano letivo começou com denúncias de falta de merenda em escolas estaduais. Segundo relatos recebidos pelo parlamentar, alunos estariam sendo liberados mais cedo por ausência de alimentação, comprometendo o aprendizado.
A situação, conforme apontado, seria resultado de atraso na entrega dos alimentos e pendências no pagamento às empresas fornecedoras. “Começando o ano letivo com pane geral na falta de merenda, tendo gasto R$6 bilhões, é desta forma que vamos tirar o Amazonas do fundo do poço da vergonha na educação?”, criticou.
O deputado afirmou que vem alertando e cobrando providências para reverter o cenário atual. “Como posso me calar quando vejo o dinheiro suado do povo, fruto de impostos, indo para o ralo?”, questionou.
Inconsistências
Wilker também mencionou a existência de contrato do Governo do Estado no valor de R$53 milhões para consultoria, destinado, segundo o Executivo, ao planejamento da chamada ‘escola do futuro’. Para o parlamentar, antes de discutir projetos futuros, é preciso resolver o caos atual. “Como falar em escola do futuro se o presente está um caos?”, finalizou.













