O deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (10), para denunciar uma série de negligências na saúde pública do Estado. O parlamentar destacou a grave situação enfrentada pelo Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), que opera sem equipamentos essenciais para o atendimento adequado, colocando em risco a vida de crianças.
Segundo Wilker, diante da ausência de estrutura necessária, diversas crianças estão sendo encaminhadas para procedimentos de diálise, situação que poderia ser evitada com investimentos e gestão adequada. Para o deputado, a omissão do Governo do Estado tem agravado o quadro e exposto pacientes a riscos desnecessários.
Negligência na saúde está matando população
Durante o pronunciamento, Wilker Barreto relatou uma reunião recente com mães de crianças atendidas pelo Icam e ressaltou que a falta de equipamentos compromete diretamente a vida dos pacientes. “Nós precisamos nos colocar no lugar daqueles que precisam”, afirmou o parlamentar.
“O que me indigna e me revolta é o desapego com a vida do próximo. Crianças e idosos estão perdendo suas vidas por negligência”, declarou. Wilker também criticou a ausência de responsabilidade do Governo do Estado em solucionar o problema. “A violência toma conta do nosso Estado, mas hoje a negligência está matando mais do que um revólver, e mata de forma silenciosa”, destacou.
Descredenciamento do Ideas e o risco à saúde no Amazonas
Ainda durante a sessão plenária, o deputado abordou o descredenciamento do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) no Estado de Santa Catarina, motivado por inúmeras reclamações e paralisações de funcionários em razão de atrasos recorrentes no pagamento de salários.
Wilker alertou que a mesma organização social foi contratada pelo Governo do Amazonas para gerir o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio e o Hospital da Criança da Zona Leste – Joãozinho, o que acende um alerta para possíveis falhas na gestão da saúde pública no Estado.
Para o parlamentar, a permanência de uma empresa com esse histórico representa um risco à população. “É isso que queremos para a saúde do Amazonas?”, questionou Wilker Barreto, cobrando respostas e providências do Executivo estadual.













